Reações do solo pH


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO – Campus Uberlândia.

            ENGENHARIA AGRONÔMICA








ARTUR MARTINS SCALDELAI

CAMILA XAVIER RABELO

FERNANDO CÉSAR FERREIRA

ISABELLE VIEIRA SILVA

ISABELA MENDES DA SILVA

LUCAS DILAN MARTINS CORRÊA











          ACIDEZ ATIVA E ACIDEZ POTENCIAL DO SOLO







Fertilidade do Solo e Nutrição Mineral de Plantas

Luís Augusto da Silva Domingues & Henrique Gualberto Vilela Penha













UBERLÂNDIA, MG

Agosto/2019


     SUMÁRIO





1.INTRODUÇÃO............................................................................................................................. 1

2.OBJETIVO.................................................................................................................................... 3

3.METODOLOGIA.......................................................................................................................... 3

4. RESULTADOS E  DISCUSSÃO................................................................................................................................... 8

5.CONCLUSÃO............................................................................................................................ 10

6. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................................................... 11



LISTA DE TABELAS



Tabela 1 – Análise da acidez ativa do solo (H+)............................................................................................ 8

Tabela 2 – Análise da acidez potencial do solo (H+ + Al3+)......................................................................................... .9


LISTA DE FIGURAS



Figura 1 – Determinação do pH em H2O com amostra de 0 – 20 cm.................................. .5

Figura 2 – Determinação do pH em H2O com amostra de 20 – 40 cm................................ .5

Figura 3 – Determinação do pH em “CaCl2 + SMP” com amostra de 0 – 20 cm................7

Figura 4 – Determinação do pH em “CaCl2 + SMP” com amostra de 20 – 40 cm .............7



        1) INTRODUÇÃO

Em soluções aquosas, toda substância que doa prótons (H+) é considerada um ácido. Os íons H+, ou acidez ativa, aumentam com a força do ácido. A acidez ativa representa a concentração de íons (H+) presentes na solução do solo. O H+ não dissociado contribui para a acidez potencial do solo.
Os solos diferem quanto à acidez ativa e acidez potencial (acidez trocável e acidez não trocável). Eles se comportam como ácidos fracos tamponados, onde os íons (H+) estão ligados ao complexo de troca catiônica (CTC) dos húmus, e dos minerais de argila proporcionando o tamponamento da acidez ativa (pH em H2O) da solução do solo.
Mesmo neutralizando a acidez ativa do solo, ainda há acidez nele (acidez potencial do solo ou capacidade tampão do solo). Com isso, faz-se necessário avaliar corretamente a acidez potencial do solo para calcular com precisão a dose de calcário a ser aplicada.
Os solos têm uma tendência natural de se acidificarem ao longo do tempo. Muitos fatores, tanto naturais (material de origem, vegetação nativa, precipitação, profundidade do solo) quanto de manejo (culturas, adubação nitrogenada, decomposição da matéria orgânica, plantio direto, erosão) contribuem para aumentar a acidez do solo. Se não for controlada, a acidez pode reduzir o rendimento das culturas, causando significativas perdas econômicas e impactos negativos ao ambiente.
A acidez potencial é caracterizada pela acidez trocável e, sobretudo, pela acidez não-trocável, que corresponde àquela acidez neutralizada até um determinado valor de pH. O hidrogênio ligado de forma covalente aos colóides do solo é o principal componente desta acidez. A acidez potencial caracteriza o poder-tampão de acidez do solo, e sua estimativa acurada é fundamental para se estimar a capacidade de troca catiônica a pH 7,0 (CTC) e, por conseguinte, a saturação por bases (V).
A acidez potencial inclui a acidez trocável (Al3+) e a acidez não-trocável, que corresponde ao hidrogênio (H+) dissociável de ligações covalentes dos compostos orgânicos e dos minerais de argilas silicatadas, sendo, portanto, representada por H + Al. O hidrogênio ionizável é o seu principal componente; assim, sua quantificação depende do potencial de ionização, que é definido por um determinado potencial de hidrogênio, usualmente pH 7,0.
Embora o método do pH SMP tenha sido inicialmente desenvolvido para a determinação da necessidade de calagem (RAIJ et al., 1979; ERNANI e ALMEIDA, 1986), no Brasil, vários estudos foram realizados com ajustes de regressões e possibilitam estimar a acidez potencial a partir do pH da solução SMP (FREITAS et al., 1968; SOUZA et al., 1980; PEREIRA et al., 1998; SAMBATTI et al., 2003).
O método SMP apresenta uma série de vantagens quando comparado à solução de cloreto de Ca 0,5 mol L-1, pH 7,0, que é o método mais comumente empregado na maioria dos laboratórios brasileiros para a determinação da acidez potencial (Silva et al., 2000). Dentre as principais limitações ao emprego do método do cloreto de Ca, destacam-se: a difícil visualização do ponto de viragem do indicador durante a titulação (Pereira et al., 2006); o custo de análise (Silva et al., 2000); e o tempo operacional para a realização da análise (Escosteguy & Bissani, 1999). Em função das limitações do método do cloreto de Ca, a acidez potencial vem sendo estimada no Brasil pelo método do pH SMP, que, segundo Sambatti et al. (2003) apresentam vantagens como simplicidade e rapidez do método associado ao baixo custo e eficiência.


3
         2) OBJETIVO


O objetivo do experimento foi realizar a determinação da acidez ativa e acidez potencial de duas amostras de solo, de 0 – 20 cm e 20 – 40 cm coletadas na área do citrus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – IFTM, campus Uberlândia, com fins didáticos para entendimento do conceito de pH (Reação do Solo).

  
         3) METODOLOGIA


Materiais: para a realização da prática em laboratório foi necessário a                       utilização dos seguintes materiais e reagentes:

Potenciômetro com eletrodo combinado; Copo Plástico;

   Proveta;
   Caximbo coletor de solo (10 cm3); 
   Bastão de Vidro;
Pipeta Volumétrica;
Pera de Sucção;

Pincel para identificação das amostras;
Agitador de Amostras;

Amostra de Solo (Citrus); 
Água Deionizada;

Cloreto de Cálcio (CaCl2); Solução SMP;

   Solução tampão de Fosfato Dissódico pH 7,0;

   Solução tampão de Biftalato de Potássio pH 4,0;


Experiência 1: Acidez Ativa do Solo (H2O)

Procedimentos:

Ajuste do Phmêtro:

ü   Antes de realizar a leitura das amostras foi realizado o ajuste do pHmêtro;

ü   Primeiro, foi passado o potenciômetro em uma solução tampão de Fosfato Dissódico pH 7,0;

ü   Depois, foi passado o potenciômetro em uma solução tampão de Biftalato de Potássio pH 4,0;

Leitura das Amostras:

ü   Primeiro foi realizado a identificação das amostras a serem analisadas, de acordo, com sua profundidade nos copos plásticos;

ü   Com o auxílio do caximbo coletor de solo, foi adicionado 10 cm3 da amostra de solo de 0 - 20 cm no copo plástico; O mesmo procedimento foi realizado para o solo na profundidade de 20 – 40 cm;

ü   Com o auxílio de uma proveta foi adicionado 25 mL de Água Destilada (H2O);

ü   Em seguida, as amostras foram levadas ao agitador, onde foram deixadas por 15 minutos a 220 rpm;

ü   Depois, as amostras foram retiradas do agitador, e ficaram descansando por 30 minutos;

ü   Com o auxílio de um bastão de vidro, as amostras foram misturadas;

ü   Então,  foi  realizado  a  leitura  das  amostras  no  pHmêtro;


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Figura 1 – Determinação do pH em H2O com amostra de 0 – 20 cm






Figura 2 – Determinação do pH em H2O com amostra de 20 – 40 cm





Experiência 2: Acidez Potencial do Solo (H + Al)

Procedimentos:

ü   Primeiro foi realizado a identificação das amostras a serem 

analisadas, de acordo, com sua profundidade nos copos plásticos;

ü   Com o auxílio do caximbo coletor de solo, foi adicionado 10 cm3 da amostra de solo de 0 - 20 cm no copo plástico; O mesmo procedimento foi realizado para o solo na profundidade de 20 – 40 cm;

ü   Com o auxílio de uma pipeta volumétrica foi adicionado 25 mL de 

Cloreto de Cálcio (CaCl2);

ü   Logo, em seguida, foi adicionado 5 mL da solução SMP;

ü   Em seguida, as amostras foram levadas ao agitador, onde foram 

deixadas por 15 minutos a 220 rpm;

ü   Depois, as amostras foram retiradas do agitador, e ficaram 

descansando por 30 minutos;

ü   Então,  foi  realizado  a  leitura  das  amostras  no  pHmêtro;





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Figura 3 – Determinação do pH em “CaCl2 + SMP” com amostra de 0 – 20 cm





Figura 4 – Determinação do pH em “CaCl2 + SMP” com amostra de 20 – 40 cm


           4) RESULTADOS E DISCUSSÃO

   
Procedimentos:

Experiência 1: Acidez Ativa do Solo (H2O)

A tabela a seguir contém os valores referentes às análises de pH em (H2O) realizado no laboratório de solos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, campus Uberlândia, na área do citrus:

Tabela 1 – Análise da acidez ativa do solo (H+)



Amostras


0 – 20


20 – 40

PH




(cm)


(cm)























1


X



5,12










2





X
5,17













No experimento 1 foi adicionado Água Destilada (H2O) à amostra de solo, e levado no agitador por 15 minutos a 220 rpm, e depois deixou descansar por 30 minutos. A amostra decantou. Mas, antes de realizar a leitura no pHmêtro, foi realizado a mistura da solução com o auxílio de um bastão de vidro.
O pH do solo é uma determinação da concentração de íons H+ na solução do solo, que tem influência na disponibilidade de nutrientes. A medição do potencial hidrogeniônico por meio de eletrodo combinado imerso em suspensão sólido:líquido (Água, KCl ou CaCl2).
Conforme resultados mostrados acima para a análise de solo da área de Citrus do IFTM – Uberlândia, podemos notar que os valores referentes ao potencial hidrogeniônico estão baixos, tanto para a camada de 0 a 20 cm, quanto para a camada de 20 a 40 cm, resultando em alta concentração de íons H+ na solução do solo, o qual concluímos que o solo nesta área encontra-se ácido.


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Experiência 2: Acidez Potencial do Solo (H + Al)

A tabela a seguir contém os valores referentes às análises de pH em (CaCl+ SMP) realizado no laboratório de solos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, campus Uberlândia, na área do citrus:

Tabela 2 – Análise da acidez potencial do solo (H+ + Al3+)


Amostras


0 – 20


20 – 40


PH


PH














(cm)


(cm)





Conversão




























1


X



6,60

2,2












2





X
6,39

2,8


















No experimento 2 foi adicionado Cloreto de Cálcio (CaCl2 + SMP) à amostra de solo, e levado no agitador por 15 minutos a 220 rpm, e depois deixou descansar por 30 minutos. A amostra decantou. E, então, foi realizado a leitura no pHmêtro.
A acidez potencial é caracterizada pela soma da acidez trocável (refere-se aos íons H+ e Al3+ que estão retidos na superfície dos coloides por forças eletrostáticas) com a acidez não trocável, sendo representada pelo hidrogênio de ligação covalente, associado aos coloides com carga negativa variável e aos compostos de alumínio.
A determinação do pH SMP na suspensão é um procedimento de mais fácil execução pelo laboratorialista do que a determinação no sobrenadante, com o cuidado de tocar ligeiramente o bulbo do eletrodo apenas na camada de terra sedimentada no fundo do frasco, conforme preconizado por Silva et al. (2006).

Segundo Galvão & Vahl (1996), quando o solo é posto em contato com a solução tampão SMP, seus ácidos são neutralizados pelas bases do tampão, com consequente diminuição do pH da mistura. Para Yuan (1974), o pH e o poder tampão do reagente são de importância fundamental na determinação da acidez potencial dos solos orgânicos.

Então, a redução do pH reflete a acidez do solo transferida para a solução tampão (pH inicial 7,5). A acidez potencial do solo diminui.

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        5) CONCLUSÃO



A acidez potencial (H + Al) dos solos com elevado conteúdo de matéria orgânica pode ser estimada satisfatoriamente por meio da solução tampão SMP, o que facilitará a quantificação laboratorial deste parâmetro.

O conhecimento sobre o assunto da acidez ativa e pontencial do solo
 é   de suma importância para a consequente realização bem sucedida de análise de solo, programas de adubação, etc., evitando-se, assim, aplicar doses excessivas de corretivos com o consequente acarretamento de danos ao meio ambiente.
Concluímos também que o objetivo da prática foi alcançado, atentando-nos de que erros são inerentes ao experimentador, seja por parte da instrumentação utilizada na realização da prática em campo, ou por parte do próprio pesquisador que não toma os devidos cuidados para minimizar os erros. Mas serviu de base para nos auxiliar a aperfeiçoar o conhecimento teórico.


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        6) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



SILVA, C. A.; AVELLAR, M. L. & BERNANDI, A. C. C. Estimativa da acidez potencial pelo pH SMP em solos do semi-árido do nordeste brasileiro. R. Bras. Ci. Solo, 24:689-692, 2000.
RAIJ, B. Van; CANTARELLA, H.; ZULLO, M. A. T. O método tampão SMP para a determinação da necessidade de calagem de solos do estado de São Paulo. Bragantia, Campinas, v. 38. p. 57-69, 1979.
ERNANI, P. R.; ALMEIDA, J. A. Comparação de métodos analíticos para avaliar a necessidade de calcário dos solos do estado de Santa Catarina. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Campinas, v.10, p.143-150, 1986.
FREITAS, L. M. M.; PRATT, P. F.; VETTORI, L. Testes rápidos para estimar a necessidade de calcário em alguns solos do estado de São Paulo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.3, p.159-164, 1986.
SAMBATTI, J. A.; SOUZA JUNIOR, I. G.; COSTA, A. C. S.; TORMENA, C. A. Estimativa da acidez potencial pelo método do pH SMP em solos da formação Caiuá-Noroeste do estado do Paraná. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v.27, p.257-264, 2003.
PEREIRA, M. G.; VALLADARES, G. S.; SOUZA, J. M. P. F.; PÉREZ, D. V.; ANJOS, L. H. C. Estimativa da acidez potencial pelo método do pH SMP em solos do estado do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v.22, p.159-162, 1998.
ESCOSTEGUY, P. A. & BISSANI, C. A. Estimativa de H + Al pelo pH SMP em solos do estado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. R. Bras. Ci. Solo, 23:175-179, 1999.
KOTZ, J. C.; PURCELL, K. E.; Chemistry & Chemical Reactivity. Saunders Coll. Publ. 1987, cap. 6, p. 190 (misturas gasosas, lei de Dalton), cap. 19 (reações de óxido-redução).

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